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Mr. Trump, que provavelmente ficará reconhecido na história como “The idiot” ou algo do género, cumpriu ontem a promessa eleitoral e anunciou nos jardins da Casa Branca (que ironia) o abandono do acordo de Paris, por se tratar de uma catástrofe económica para os Estados Unidos.

Provavelmente a pensar nas suas empresas, a figura que um dia disse que o aquecimento global era uma invenção dos chineses, acha que o acordo assinado por 195 países com o objetivo de travar as alterações climáticas globais, é lixo tóxico.

Memorável (e que vale mesmo a pena ver) é a extraordinária resposta de Macron, presidente francês.

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Trump it out

28.02.17

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Assinalou-se há dias o primeiro mês do “reinado” Trump nos Estados Unidos. Assim de repente, “a coisa” promete. E muito. E em mau, até porque as controvérsias - muitas delas sustentadas por declarações claramente distorcidas da realidade - têm “estalado” e não são poucas.

De enfiada: a polémica parva do mais ou menos pessoas na sua tomada de posse do que na de Obama; o inacreditável primeiro discurso; uma eleição que gerou inúmeros protestos, começados logo no dia em que assume o cargo, bem como marchas de protesto de mulheres em várias capitais do mundo. Mentiu ao dizer que era o presidente com mais votos populares e arruinou o obamacare; anulou um acordo comercial histórico com a ásia. Assinou o decreto para a construção do muro para dividir os EUA do México (com os mexicanos a pagá-lo) e o Muslim Ban proibindo a entrada no país de cidadãos oriundos de 7 países com maioria muçulmana (mesmo que tivessem todos os documentos “em ordem”), gerando o caos nos aeroportos. E mais manifestações. E uma greve geral de emigrantes que paralisou o país. Suspendeu a entrada de refugiados durante pelo menos 120 dias e quebrou um acordo de partilha dos ditos com a Austrália; embaraçou Netanyahu numa visita oficial ao falar publicamente de concessões que teriam que ser feitas e apertou a mão ao PM canadiano, olhando-o de esguelha por se ter oposto publicamente ao Muslim Ban. Pelo meio “despachou” a procuradora-geral que o contrariou e “empurrou” para a demissão um conselheiro para a segurança nacional e o diretor do conselho de segurança nacional para o continente americano; aproveitou para nomear para conselheiro para a segurança nacional o estratega da sua campanha, conhecido pelas posições geralmente extremistas. Conseguiu ainda inventar um ataque na Suécia, manipulando a informação para os (muitos) menos informados que nele votaram e lhe deram a cadeira onde se senta (e a filha Ivanka também, mas só para umas fotos). Por fim, barrou a entrada de oito órgãos de informação numa conferência informal, acusando-os de publicarem notícias falsas a seu respeito.

Tudo isto num mês. O que me lembro. Impressionante. Quase catastrófico. Para já.

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Tenho assistido meio incrédulo à absurda polémica que estalou à volta (ou em cima) do sócio fundador da Padaria Portuguesa. Curto e grosso, aos analistas maledicentes que o tratam de forma depreciativa como “padeiro”, apenas digo: tenham juízo!

Este empresário, que fez nascer o seu negócio (com outros sócios) de forma legal, em 2010 - investindo largos milhares (milhões?) de euros quando a crise já “estalava” por todos os lados - teve o azar de dizer o que pensava publicamente, defendendo maior flexibilização da legislação laboral.

Na verdade, para a maior parte dos críticos do “tudo e mais alguma coisa” pouco interessa que aquilo que Nuno Carvalho defende seja o que recomenda a OCDE ou o que defendia Mário Centeno num estudo feito para o PS, antes de perceber que para ganhar eleições tinha que “virar a agulha” noutra direção. Não interessa também que os empreendedores, que vieram há 7 anos arriscar e inovar num setor parado no tempo, tenham modernizado um negócio tradicional e criado mais de mil postos de trabalho - e queiram à data fazê-lo crescer ainda mais, investindo nos próximos anos.

A estes (e a alguns sindicalistas seguramente habituados a gerir empresas e a operar em mercados altamente competitivos), recomendo que boicotem a Padaria Portuguesa e passem a frequentar multinacionais do mesmo segmento, como a Eric Kaiser ou a Starbucks – que estas, seguramente, pagam principescamente aos seus funcionários.

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O contraste

20.01.17

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O tempo vai passando e a admiração a crescer pelo nosso Presidente da República. Sem jogadas de bastidores, Marcelo Rebelo de Sousa é o que é. E faz o que tem a fazer, quando não precisava. O frio ontem apertou e esteve onde não tinha que estar. Sem tretas. E tem sido grande e responsável politicamente também – o que é, obviamente, relevante.

Já do outro lado do Atlântico, um presidente ininteligível. Que projeta uma energia negativa sem fim, cada vez que abre a boca em modo boçal. Perturbador. E a estranha sensação que foi dado hoje o kick off à 3ª guerra mundial.

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Mário Soares

10.01.17

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Mário Soares foi, desde sempre, um homem controverso e cujas ideias e atitudes políticas geraram, também desde sempre, amores e ódios vários.

Mesmo não empatizando exageradamente com a sua figura e forma de estar, a verdade é que estamos reconhecidamente perante a morte de um dos portugueses mais ilustres e influentes da nossa história, daqueles que vão ficar “marcados” nos livros (se, no futuro, ainda existirem livros), provavelmente pelas melhores (e incontornáveis) razões.

Para muitos da minha geração, será inesquecível a campanha das presidenciais de 1986 e os anos seguintes como Presidente da República, embora os seus grandes e mais valiosos feitos pela democracia portuguesa tenham acontecido mais de uma década antes.

De Mário Soares guardarei também a imagem de um homem fixe com uma enorme dedicação à Liberdade, de um socialista corajoso e com convicções pouco ou nada dependentes das sondagens – e isto é raro e valioso, sobretudo nos dias de hoje.

 

 

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Presidente Trump

09.11.16

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Lembro-me bem de como andava meio incrédulo, há cerca de 8 anos, quando Obama e McCAin disputavam a presidência dos Estados Unidos e ouvia o senador em modo cowboy a “puxar” de forma boçal pelo povo americano e a quase conseguir o acesso à Casa Branca.

E se há uns anos estava incrédulo, tendo então uma consciência política diferente da que tenho hoje, a campanha de Trump e a sua pública verborreia mental foram-me deixando, nos últimos meses, em pré-choque.

1h30 da manhã e resolvi descansar. Afinal as eleições eram do outro lado e dos americanos. Às 3h não havia novidades, mas por que raio queria eu sabê-las em primeira mão? 4h nada. 6h30 indícios. Pouco depois a confirmação. E o receio do fim do mundo como o conhecemos.

Impressionante como o país mais influente do mundo elege um magnata para seu líder, depois de este perder os debates televisivos e ser confrontado por uma sucessão de escândalos e sondagens negativas. Inacreditável.

No discurso de vitória, Trump apareceu em modo estadista. Equilibrado, até porque a campanha já acabou, garantiu ótimas relações com todo o mundo e desejou a união de todo o povo americano - travando uma quebra dos futuros da bolsa de Nova Iorque, que apontava para ser maior da que a do 11 de Setembro.

Não tenho grandes dúvidas que quando a euforia passar e os conflitos internacionais lhe caírem no colo e os problemas sociais, económicos e políticos dos Estados Unidos tiverem que ser discutidos, a probabilidade do “verniz estalar” é enorme. E aí, muito provavelmente, teremos um pistoleiro Trump em ação - com as péssimas consequências que podem advir para o mundo como o conhecemos.

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O último debate

20.10.16

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Foi ontem o terceiro e ultimo debate Clinton - Trump antes das eleições nos Estados Unidos, tendo as sondagens dado a vitória a Hillary. A 3ª consecutiva, embora esta com menor margem.

Os candidatos não trouxeram nada de novo nem relevante aos temas mais “fraturantes” da política americana e a discussão foi marcada por menos agressividade, mais equilíbrio e pelos fait divers do costume – e que para nada servirão na altura da governação.

De Trump, no debate de ontem, retenho um hilariante “Ninguém respeita mais as mulheres do que eu” e um inacreditável “logo se vê”, quando lhe perguntaram se aceitaria o resultado das eleições, se este não o favorecesse.

Já o tinha dito aqui. Trump é irresponsável, básico e boçal, racista e preconceituoso. É também, provavelmente, a mais séria ameaça a que se concretize uma terceira guerra mundial, se vencer a corrida à Casa Branca. Mas para isso acontecer, ainda mais quando fatias importantes do eleitorado se têm afastado da sua candidatura, seria preciso um “golpe de teatro” histórico, num curto espaço de tempo.

8 de Novembro. Logo se vê...

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Azar

13.10.16

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Ontem foi dia do ministro do ambiente ir à comissão parlamentar de economia justificar a falta de bilhetes no metropolitano, sentida desde Setembro pelos utilizadores do transporte publico.

Para o Sr. Ministro, que disse saber da existência de apenas um fornecedor de bilhetes, tratou-se de azar. Para além da responsabilidade ser do anterior governo (como não podia deixar de ser), as filas intermináveis em algumas estações, sobretudo no aeroporto, são, enfim, má sorte.

Caro Sr. Ministro, azar é perder o metro porque se tropeçou numa casca de banana. Obviamente trata-se de má gestão, que penaliza gravemente quem precisa de se deslocar profissionalmente e conta com o metro para o fazer rapidamente. Obviamente trata-se de pura incompetência de sucessivos ministros (onde está incluído), que prejudica a imagem do país para quem chega de férias e tem as expetativas em alta. Obviamente, o caos instalado não é em momento algum… azar.

Espera-se uma resolução rápida do assunto. Ouvi dizer que está já convocado um conselho de emergência de magos e feiticeiros, ainda esta semana. E se não conseguirem “dar conta do recado” há já uma pré-convocatória para uma assembleia de cartomantes, na próxima noite de lua cheia.

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