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Há mais de um mês, a Balenciaga colocou à venda uma mala em pele azul, por um preço a rondar os 2.000€. Seria apenas mais um dos luxuosos produtos que comercializam, não fosse a particularidade deste ser igual a um saco Ikea de 70 cêntimos.

O diretor criativo da marca - recentemente controverso também por ter desenhado umas calças de ganga com um fecho no rabo - colocou a mala “nas bocas do mundo”, mas a Ikea tem conseguido capitalizar muito bem esta história e ainda recentemente publicou mais um vídeo a promover o seu produto com muita graça: “É azul, está - literalmente - na moda e é saco para toda a obra”.

Definitivamente, há sacos azuis por todo o lado. Embora uns valham mais do que outros…

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Era uma vez um menino chamado Bruninho, gordinho e anafadinho, que, apesar de gostar de verdes, nunca gostou de fruta - sobretudo a do Porto, que dizia ser da pior espécie.

Apesar da educação que provavelmente lhe foi incutida ser a melhor, o Bruninho, que sempre foi um traquina, é hoje um adolescente na plenitude das suas capacidades de arruaceiro, um fanfarrão com síndromas de bipolaridade e tem uma total falta de noção do ridículo.

Como quase todos os da sua idade, adora selfies, sobretudo com jogadores de futebol vestidos de verde (bom, muitos deles, na verdade, não são bem jogadores; digamos que são outra coisa qualquer, que andam à procura de uma vocação que lhes faça sentido) e tinha, até há muito pouco tempo, o hábito de as partilhar com os seus amigos nas redes sociais.

É que, há uns dias, resolveu repentina e inesperadamente abandonar - com uma explicação esfarrapada - os milhares de amigos que tinha no facebook, dando logo azo a muitas especulações.

Alguns dizem que a namorada com a qual vai casar o quer só para ele. Dizem até que é esse casamento o grande responsável por alterar a data de um evento importante para a empresa para a qual trabalha. Sim, é verdade, o Bruninho entretanto já arranjou emprego. E logo como presidente!

Bom, o que eu acho mesmo - e é aqui que queria chegar - é que o rapaz, desde que passou a gostar de fruta, deixou de ter tempo para o facebook.

Mas como passou ele a gostar de fruta? Não tendo eu a certeza, mas crendo ser uma explicação plausível, basicamente - na passagem de criança birrenta para adolescente egocêntrico - travou amizade (recente mas profunda) com um afamado nutricionista, que o fez mudar de ideias. Mas o mais espetacular disto, é que o pôs a gostar sobretudo da fruta do Porto - aquela que, em pequeno e com muita graça, apelidava de aldrabona, rufia e vigarista.

Ou seja, para além do muito tempo que dedica aos frangos de aviário encarnados (que são uma obsessão, uma espécie de prato preferido mas que nunca consegue comer), o restante vai mesmo ter que o dedicar aos produtores frutícolas, não sobrando, pois, nenhum para as lérias no facebook. E ainda bem, dizemos nós, os sócios, que tanta vergonha alheia tínhamos delas.

Enfim, é relembrando o velho ditado “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” que esperamos agora que os papeis não se invertam e que não seja a fruta… a comer o rapaz.

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E se for apanhado a ver futebol no trabalho, por viver num fuso horário que não é compatível com os jogos que quer ver?

No Brasil, a Heineken surpreendeu os funcionários da Pirelli, fãs da Champions League.

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As touradas

16.05.17

Lembro-me de ser miúdo e de ficar pregado à RTP 1 quando transmitia tourada, à espera da pega do touro. Era o momento em que, apesar de toda a ingenuidade enquanto criança, esperava pela vingança do (outro) animal que tinha estado a ser gozado (em sofrimento) durante algum tempo pelos cavaleiros, toureiros e entusiastas nas bancadas.

Hoje, não sendo nenhum fanático anti touradas, claramente não gosto e não percebo o porquê do fascínio por esta atividade “pré-histórica”, que - embora transversal na sociedade - me parece digna de seres pouco pensantes.

Esta campanha da FLAC (Federation of Leagues Against Corridas) é chocante e vai para além da normal sensibilização para o fim das corridas de touros, pondo (creio) alguns aficionados a pensar.

 

 

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O efeito Netflix

11.05.17

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Enquanto em Portugal andamos ainda a discutir a passagem das audiências (e do investimento publicitário) em televisão dos canais abertos para o cabo, nos Estados Unidos, discute-se a passagem dos telespetadores dos canais cabo para as operadoras que “servem” conteúdos taylor made (Netlflix, Youtube, etc).

Na prática as mudanças do consumo no entretenimento estão a mudar rapidamente e de forma profunda, o que levou a que, por exemplo, a ESPN americana (“The Worldwide Leader in Sports”) avançasse no final de Abril para um layoff de 100 trabalhadores - entre os quais vários “pesos pesados” da estação, caras de grande reconhecimento por parte do publico americano.

Por lá chama-lhe o “efeito Netflix” e a colateralidade estende-se também (obviamente), ao cinema, onde a rede Cinepolis instalou em algumas das suas salas uma espécie de playground, com o objetivo de conseguir maior frequencia de familias na exibição dos filmes. Basicamente está aberto 20 minutos antes do inicio das sessões e nos intervalos de 15 minutos - e não sei se por cá seria adepto se aparecesse uma solução destas, mas gosto da inovação.

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Salvador

10.05.17

Tenho a sensação que a última vez que vi e ouvi falar do festival da eurovisão sem ser completamente “en passant” terá sido quando os ecrãs onde o víamos eram ainda a preto e branco.

Ontem ouvi pela primeira vez a música do Salvador Sobral que concorre este ano em representação de Portugal e devo dizer que fiquei muitíssimo surpreendido. Mesmo estranhando numa primeira vez “a figura interpretativa”, a verdade é que “Amar pelos dois” é brilhante e melodicamente tão harmónica que me chega a transportar para a música brasileira de que tanto gosto.

Suave, cristalino, introspetivo, emocional e com um magnetismo quase desconcertante, este tema parece estar a atingir um patamar e uma relevância que há muito não víamos na música portuguesa – e, quanto mais não seja por isto, alguma honra tem que lhe ser já feita.

A final é no próximo Sábado e, pelo que me tenho apercebido, vamos ter Portugal pregado aos ecrãs para a ver, como já não acontecia num concurso da eurovisão desde que a maioria por cá não tinha ainda televisão a cores.

(e, talvez por ter 4 filhos, confesso que gosto de ver o rapaz com a irmã Luisa Sobral, que escreveu e compôs o tema, alinhados no mesmo projeto e objetivo, juntando-os um amor especial que aparenta ir muito para além dos laços de sangue).

(e entretanto descobri esta versão absolutamente genial e deliciosa, que partilho).

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De forma arrojada, a McDonald´s lançou uma campanha nos Estados Unidos onde em momento algum a marca é identificada.

“Pesquise no Google o local onde a Coca-Cola sabe mesmo bem” é o mote da campanha lançada pela actriz Mindy Kaling e só possível para quem tem um awareness tão grande que, para além de não ver o seu nome nos filmes publicitários, ainda consegue falar de outras duas marcas nos mesmos.

Muito Bom.

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Que merecem MESMO ser vistas. Carlsberg.

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