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Tenho assistido meio incrédulo à absurda polémica que estalou à volta (ou em cima) do sócio fundador da Padaria Portuguesa. Curto e grosso, aos analistas maledicentes que o tratam de forma depreciativa como “padeiro”, apenas digo: tenham juízo!

Este empresário, que fez nascer o seu negócio (com outros sócios) de forma legal, em 2010 - investindo largos milhares (milhões?) de euros quando a crise já “estalava” por todos os lados - teve o azar de dizer o que pensava publicamente, defendendo maior flexibilização da legislação laboral.

Na verdade, para a maior parte dos críticos do “tudo e mais alguma coisa” pouco interessa que aquilo que Nuno Carvalho defende seja o que recomenda a OCDE ou o que defendia Mário Centeno num estudo feito para o PS, antes de perceber que para ganhar eleições tinha que “virar a agulha” noutra direção. Não interessa também que os empreendedores, que vieram há 7 anos arriscar e inovar num setor parado no tempo, tenham modernizado um negócio tradicional e criado mais de mil postos de trabalho - e queiram à data fazê-lo crescer ainda mais, investindo nos próximos anos.

A estes (e a alguns sindicalistas seguramente habituados a gerir empresas e a operar em mercados altamente competitivos), recomendo que boicotem a Padaria Portuguesa e passem a frequentar multinacionais do mesmo segmento, como a Eric Kaiser ou a Starbucks – que estas, seguramente, pagam principescamente aos seus funcionários.

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12 comentários

De João Massena a 01.02.2017 às 19:27

Meu caro,

a primeira questão que posso refutar é que uma empresa que gera 26 milhões de lucro pode perfeitamente usa-lo para continuar a crescer sem ter de escravizar os seus funcionários.

Ninguem reclamou do risco assumido pela PP ainda que seja um risco moderado já que um tipo do marketing começa por fazer um estudo de mercado para verificar a viabilidade ou não.

Ninguem reclama sequer do sucesso na criação dos postos de trabalho.

A manifestação de desagrado resulta exclusivamente do seu desejo em transformar os seus funcionários em escravos. E é escusado tentar dizer que não percebemos bem o que queria dizer porque reforçou isso mesmo numa entrevista justificativa ao expresso.

Não é o seu investimento ou criação de postos de trabalho que justifica tamanha aberração social.
Não me alongo até porque já escrevi a minha posição.

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